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22 de set. de 2010

Capital Inicial sobrevive à Linha do Tempo


Capital Inicial lançou mais um disco, o décimo segundo de sua carreira no dia 02 de junho de 2010, o Das Kapital, título inspirado no livro O Capital de Karl Marx. A banda, um dos ícones do rock nacional da década de 80 ainda está em atividade e tem conquistado fãs das novas gerações, adaptado seus shows e músicas às tendências atuais com seu gênero rock’n’roll, pop rock um tanto pós punk, sem mudar sua própria identidade. Este álbum é o primeiro inédito em três anos e com produção de David Corcos, conhecido como ‘o marroquino’ e da Sony Music.

Um mês antes do lançamento, ainda em maio, o single Depois da Meia Noite foi divulgado com um videoclipe com os integrantes da banda em um rádio de um automóvel, guiado por um bandido ao lado de uma garota, que são perseguidos por policiais. A música ficou entre as trinta mais executadas das rádios.

As críticas em torno do novo empreendimento do Capital têm sido favoráveis, com exceção do site Laboratório Pop que alegou que o disco possui receita para dar errado porque as letras são fracas, mas ressalta que este nunca foi o forte do grupo, com ressalvas das canções herdadas do espólio do Aborto Elétrico, como, Fátima, Música Urbana...

Em O Globo, o colunista Tom Leão enfatizou que no Brasil não se tem tamanha qualidade na gravação. Ele afirmou que tanto técnicos como produtores não estavam acostumados a trabalhar com este tipo de som, os destaques às guitarras e bateria foram bem pensados por Corcos. Para saber qual crítica é a melhor é bom conferir este novo trabalho. (Clique aqui e acesse ao site oficial da banda).

As 11 faixas somam 35 minutos de música e trazem uma novidade para os fãs internautas. O CD possui um cupom com código individual para acessar ao conteúdo do Cap-In em seu site oficial e há também, uma promoção para baixar ringtones das músicas do grupo. Assista ao clipe de Depois da Meia Noite, clique aqui.

Faixas do álbum:

  1. Ressurreição
  2. Depois da Meia Noite
  3. Como Se Sente
  4. Eu Quero Ser Como Você
  5. A Menina Que Não Tem Nada
  6. Não Sei Porque
  7. Melhor
  8. Vamos Comemorar
  9. Eu Sei Quem Eu Sou
  10. Marte em Capricórnio
  11. Vivendo e Aprendendo

21 de set. de 2010

Salada musical de 2010

O cenário da música tanto no Brasil como no mundo, encontra-se cada vez mais pop e comercial. Fatos que evidenciam esta tendência são os hits do momento, na última premiação da MTV, o VMB, em setembro, só o Restart recebeu cinco prêmios, a banda angariou todos os troféus a que foi indicada. No outro hemisfério, o cantor do momento é Justin Bieber, que já arrebatou milhares de fãs também nas terras tupiniquins.

A receita é construir músicas e estilos superficiais, muito pop e extremamente comerciais. Um visual moderninho, bem adolescente e colorido, que tem ganhado adeptos e seguidores fervorosos. Jovens com roupas alternativas, óculos grandes e cabelos espetados com cortes similares aos ídolos, apresentam um mesmo fenótipo, em todos os pontos da cidade.

Em 2010 houve muitas surpresas em lançamentos e em premiações de novos artistas e de antigos repaginados. Mas um que chamou atenção dos roqueiros de plantão foi Ozzy Osbourne. O famoso cantor que inventou o heavy metal na década de 60 para chamar atenção dos jovens que queriam se divertir com o lado sombrio da música, lançou o CD Scream, décimo álbum gravado em estúdio e de sua carreira solo. Ele apresenta Diggin Me Down“, “Let It Die“, “Soul Sucker“, “Fearless“, “I Want It All“, “Time“, “Crucify“, “I Love You All” e outras.

Scream tem produção assinada por Ozzy Osbourne e por Kevin Churko, produtor de seu último álbum Black Rain de 2007, diferente de sua biografia que o roqueiro não conseguiu redigir sozinho e pediu ajuda para narrá-la. O site Female First divulgou que devido ao grande consumo de entorpecentes, Ozzy não se lembra de muitas de suas peripécias e não conseguia escrever nem uma linha seuqer dele mesmo. A editora Little Brown fechou contrato em 2005 e o livro chegou às livrarias no início deste ano.

O cenário atual possui variações de gostos e estilos, mas o clássico demonstra força e que sempre terá o seu lugar de destaque, mesmo que com outra cara. No caso do Ozzy vale a pena ler a biografia (para quem gosta) porque é um copilado de situações inusitadas e divertidas. Além de mostrar a superação obtida por ele através do relacionamento com sua esposa Sharon, que o ajudou a curar-se da dependência química.